Estréia
O primeiro dia. O banquete de celebração. O frio na alma de revelar a brincadeira. Como quando éramos crianças e um adulto chegava de fininho e nos surpreendia no meio das nossas loucuras mirins. Agora estamos grandes e fortes, mas com o mesmo frio fantasma. Um parto sutil sem pelidural. Uma travessia de canoa entre glaciais e vento. Um salto de cabeça da torre da Paulista numa bacia de água benta. Uma revolução interna. Uma redenção. O momento em que as coisas fazem o maior sentido. A morte e o renascimento. O banho de adrenalina, as mãos molhadas, a eminência de um desmaio. Só um louco para andar no parapeito do amor e da dor assim, sem rede de proteção.
Escrito por Paula Cohen às 11h54
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