Palavras invisíveis
Um mês de silêncio, a sonhar com frases que façam algum sentido. Abro a boca e não sai nada. Teclo pela musica dos botões. Nada se transforma em palavra. Nada quer dizer. Fico quieta em baixo da cama, trancada no Iglu. Talvez eu ligue para lavanderia e diga que nunca mais eu vou buscar os meus edredons. Talvez eu nunca mais desça para pegar a minha correspondência. Talvez eu grite a consiga chamar a atenção deste avião que está passando por aqui. Vou mudar de rota e ficar rouca de tanto procurar o que dizer.
Escrito por Paula Cohen às 18h36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|