Histeria.
Um giro espetáculo de 800 graus abaixo da linha dos meus trópicos. A terra dos meus falópios de trompas em tortas doces. De tombos em saltos mórbidos. Altos vôos sórdidos sem redes de pescador. Com a ameaça de teus gritos mudos em meu fone de ouvido. Agora deslizando em um guardanapo qualquer o relato de uma vitima do amor. Um pedaço de papel embebido em algo fermentado. Usado para limpar saudades liquidas derramadas. Gotas de veneno salgado que brotam nos olhos, no lado esquerdo da alma e em outras partes úmidas de mim. Ando pelos restos da madrugada. Uma Doroty em um caminho de pedras pretas descascadas por dentro.
Escrito por Paula Cohen às 16h36
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