Outono
Para que o avesso tenha acesso. E para fazer girar a fortuna. Para que aconteça algo encantado. Para que as esquinas sejam cotovelos de braços dados com a sorte.
Vai vir um convite. Vai chegar uma carta. Vai nascer uma orquídea. Tenho medo amor.
Todo longe é perto. Algumas fachadas me confundem. Eu esqueci o numero de lá. Ou esqueci que lembrei o numero um dia. Ou esqueci que um dia eu soube de cor.
Cada passo uma escolha. E dias passam como passariam se nada disso ouve-se. Dias que vem, não ligam. O tempo e a estrada nossa. A minha unha caiu de tantos passos que eu já dei.
Escrito por Paula Cohen às 00h31
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